Entry: violência doméstica... 6/11/2006



"Foi mais um dia duro" – pensou, logo que saíu do trabalho. Tudo começara bem cedo, como todos os dias; levou os dois filhos até à escola depois da espera habitual na paragem do autocarro e seguiu para a empresa. Durante o dia teve oportunidade de engolir quatro sapos do "chefe" , coisa tambem habitual porque a mulher deste chaga-lhe os miolos e quem paga são os funcionários. Faz parte das suas funções levar com as crises do "atrasado". 12.30 minutos: correu para o snack mesmo ao lado e entornou uma sopa e uma sandes, rematando com uma bica para enganar o nó do estômago até chegar a casa, mais logo acomodaria as mucosas de forma mais sólida. 18 horas: ordem de soltura e nem olhou para trás correndo para o autocarro que estava na hora. Apontou as pernas à escola e foi buscar os filhos, passando pelo minimercado, carregou umas batatas e umas cebolas, um pouco de fruta. O resto tinha na despensa. Os putos a fazerem birras ainda levaram um carolo para acalmar... Finalmente, dobrou a esquina e respirou fundo: " casinha boa, mas ainda tenho que amargar até às 10 da noite...". Abriu a porta e o cumprimento : "Olá, correu tudo bem ?" – e deixou-se estar no sofá continuando a ler o jornal, disfrutando na televisão o primeiro jogo do campeonato...  Afinal, ela podia esperar, porque o marido, acabado de chegar com a filharada, atirou-se apressadamente aos tachos. O jantar ainda ia demorar...

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