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Cá vai mais uma história para a pequenada...
Uma das formas encontradas para reduzir a despesa pelo Ministério da Segurança Social ou lá como se chama agora ( mudam os governos e alteram o nome dos ministérios e milhares de impressos...) consiste em detectar as baixas fraudulentas. Correcto. Quer dizer, se forem detectadas com rigor e com justiça.
Vou contar-lhes um episódio real que se passou com um amigo. O rapaz sempre foi um bom trabalhador ( agora gostam mais de chamar colaborador, talvez porque querem que se colabore com a coisa) até que, um belo dia, começaram a moer-lhe a mona. Desemprego no horizonte, familia, despesas para pagar, quando tudo corria sobre rodas, apesar de o vencimento ser uma tanga. Avariou da caixa dos pirolitos e meteu baixa psiquiátrica e assim esteve meses... contou ele que foi, entretanto, chamado para se apresentar a uma “ comissão de verificaçao de doença”, uma espécie de junta médica. Lá foi, e, entrando no gabinete da junta dá de caras com a junta de médicos – eram dois.
- Então, este sr já está há x meses de baixa, é muito tempo... – virando-se para o outro elemento da junta - ao que o segundo elemento da junta consentiu abanando a cabeça da junta.
- então, o que está a tomar? - o apresentante à junta despejou literalmente uma porrada de caixas de medicamentos ( anti-depressivos, ansiolíticos, anti-ulcerosos, ben-urão, e mais uma data de cangalhada...).
- bem, pela parte que me toca, acho que pode trabalhar – ao que o outro elemento da junta acenou com a cabeça da junta.
Contou-me o rapaz que continuam a moer-lhe a mona no emprego. Mas, o mais espantoso é que a junta não perguntou ao rapaz se estava melhor, se lhe doía os cornos, se tinha calos... nada!
Veio a saber que os elementos que compõem a junta são contratados pelo Ministério e são conhecidos pelos “baixistas” apenas por um número de código. As ordens, parece que, passam por libertar o mais possível tudo e todos a eito...
Sim, sr ministro! Correr com os fraudulentos, muito bem, mas situações destas é que não.
Reduzir a despesa à custa destas leviandades e de injustiças, não!
Quanto ao rapaz tenho feito os possíveis por lhe arranjar outra oportunidade e já meti uma cunha, que é como se arranja emprego em PORTUGAL. Graças a Deus.
Não se admirem se o justiceiro não cumprir a legislatura completa... é o mais certo. |